COMO
CRER NAS HORAS DE TRIBULAÇÃO?
“Porém Jesus, tendo ouvido estas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas; crê somente” (Marcos 5:36).
Hoje quero escrever para você,
meu amigo e minha amiga, sobre um dos principais atributos de DEUS: o Poder
de trazer à existência o que não existe. Quando tudo parece
perdido em nossas vidas, eis que DEUS, com Seu infinito Poder, chega e nos diz:
“Creia porque sou o DEUS dos impossíveis”. Foi assim que
essa Virtude sobrenatural se manifestou em JESUS quando a morte batera à
porta de uma filha de um líder dos judeus. Muitos disseram a esse sábio:
“(...) A tua filha já está morta. Por que incomodas
o Mestre? Porém Jesus, tendo ouvido estas palavras, disse ao principal
das sinagogas: Não temas; crê somente” (Marcos 5:35-36).
JESUS, agora, faria o que era impossível aos homens: traria à
existência aquilo que deixara de existir. Antes, ELE nos deixou um dever:
“apenas creiam”.
A morte é a pior das circunstâncias, sem dúvida. Ela não
informa a hora nem o dia, nem escolhe as pessoas por crença, sexo, nacionalidade,
posição social. Ela simplesmente chega. E quase sempre não
estamos preparados para recebê-la. Como crer num momento de grande tribulação?
Certa vez uma mulher rica, que vivia na região de Suném com o
seu marido de idade avançada, recebera do profeta de DEUS, Eliseu, a
promessa que daria à luz um filho. Após o tempo determinado, cumprira-se
a promessa. Já crescido, o filho saiu com o pai para ter com segadores,
quando, repentinamente, sentira uma forte dor de cabeça que o levaria
à morte. Grande fora o pesar sentido pela família. Não
se conformando com o passamento do seu único filho, aquela mulher foi
à procura do profeta de DEUS. Aqueles que a encontravam na rua cumprimentavam-na
e recebiam como resposta: “tudo vai bem”. Como não havia
enterrado o corpo do seu filho, antes deixara sobre a cama onde servia de conforto
ao profeta de DEUS, a mulher recebera como prêmio de volta a vida do seu
filho. Essa história real e bíblica está escrita no livro
de 2 Reis, capítulo 4, versículos 8 a 35.
O segundo exemplo ocorreu recentemente, em Olinda. Durante o mês de julho,
eu e minha esposa fomos visitar minha querida mãe, no Estado de Pernambuco.
Lá, reencontrei amigos inesquecíveis, como os irmãos da
Igreja Presbiteriana do bairro de Jardim Atlântico. Naquele domingo, era
uma noite de gratidão a DEUS pelos sete anos de casamento do jovem casal
Joubert e Mara, um lindo casal preparado por DEUS. Joubert, presbítero
da igreja; e Nara, responsável pela coreografia da igreja, juntamente
com uma linda criança, formavam uma família temente ao Senhor
JESUS. Apenas alguns dias depois daquela linda celebração, Nara
passara mal num ensaio com alguns irmãos e chegara a óbito. Uma
tristeza geral tomou conta da igreja de DEUS naquele lugar; especialmente os
da família de Nara. Como disse anteriormente, é muito difícil
aceitar a morte, especialmente quando não esperamos. Mara teve um chamado
glorioso: descansou fazendo a obra de DEUS. Privilégio de poucos, é
bem verdade.
O terceiro e último caso vem da história de vida do meu primeiro
e querido pastor, Lourenço Neto, da Igreja Congregacional, em Rio Doce,
Olinda. Ele me conta que um dos momentos mais tribulados de sua vida se deu
quando sua genitora passara por sérios problemas de saúde; e vivia
internada algum tempo num leito de hospital, num interior de Pernambuco. Alguns
de seus parentes, vendo a sua fé e sua condição de pastor,
instigavam-no sobre sua fé em DEUS, sobre a razão de DEUS não
curar a sua mãe e deixá-la agonizando daquela maneira. A resposta
que sempre dava aos incrédulos familiares era que DEUS estava no controle
de tudo. O tempo foi passando e o quadro clínico só piorava. E
cada vez que isso ocorria, mais gracejos o pastor ouvia. Quando, num certo dia,
DEUS chamou a sua querida mamãe para ir morar com ELE, um coro de deboche
e de zombaria se formou. Muitos, como num ultimato, vieram a lhe perguntar mais
uma vez: “então, cadê o teu DEUS? Onde Ele estava que não
livrou a sua mãe da morte?”. E o pastor voltou a respondê-los:
“DEUS continua no controle de tudo!”.
Queridos, o que podemos aplicar às nossas vidas desses três exemplos
reais? Assim como ocorrera com o líder da sinagoga, em todos os casos
a sunamita; o amigo Joubert e o pastor Lourenço presenciaram situação
de morte na família; e, em todos, houve respostas de fé. Não
uma fé que precede da religiosidade ou do esforço do homem. Mas
uma fé especial, originária do Trono de DEUS, que se derrama no
coração daquele que o PAI determina. O apóstolo Paulo muito
nos advertiu e nos orientou sobre essa fé salvadora: “Pois
pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem
de vós; é dom de Deus” (Efésios 2:8); “Sendo
pois justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus
Cristo” (Romanos 5:1); “Porque andamos por fé e não
por vista” (2 Coríntios 5:7). Crer em DEUS não significa
estar livre de problemas ou tribulações. O próprio JESUS
certa vez ensinou: “No mundo terás aflições;
mas tende bom ânimo (fé): Eu venci o mundo”
(João 16:33) (grifo meu). Quem recebeu esta fé
da parte de DEUS também recebeu a consolação do Seu Santo
Espírito para os momentos difíceis. Mas quem um dia a recebeu
e naufragou viveu pelas suas próprias angústias e incertezas;
e afundou no mar do desespero e desesperança.
Como ter essa fé nos momentos de grande tribulação? Orando.
A resposta pode parecer óbvia aos olhos daqueles que nunca vivenciaram
momentos de superação através da fé. Mas também
pode ser uma grande chave nas mãos dos que necessitam suportar a cruz
da perda de um ente querido. A fé que salva é a mesma que conforta
um coração ferido. Denominação religiosa alguma
produz fé no homem; nem padre, nem pastor, nem pessoa alguma por mais
obras ou dedicação que possua, têm o poder de encorajar
o indivíduo a viver exclusivamente pela fé. Se ele não
passou por uma experiência pessoal com CRISTO quase nada terá a
produzir de consistente como efeito de sua fé.
Portanto, antes de receber a fé consoladora; peça a DEUS a fé
salvadora. Não deixe para a incerteza do amanhã; nem entregue
esse prêmio a homens nem a entidades religiosas. As pessoas que viajavam
nos vôos trágicos da GOL e da TAM jamais imaginariam que tamanha
tragédia pudesse atingir as suas vidas. E ela aconteceu. A morte física
é destino de todos. A espiritual depende da escolha entre crer e não
crer. JESUS disse ao principal da sinagoga quando da morte de sua filha: “não
temas; crê somente”; e o religioso recebera de volta a sua filha
com vida.
Sua fé tem de ser maior que suas tribulações. Se você
está doente; desenganado pelos médicos; desempregado; endividado;
com sérios problemas familiares, com seu marido, esposa ou filhos; se
seu casamento está preste a ruir ou até mesmo já desmoronou;
ainda que outros sussurrem ao seu ouvido dizendo que não há mais
jeito (como fizeram aqueles que assistiram ao desespero do líder da sinagoga),
clame a DEUS, o Rei dos reis, o Médico dos médicos; Aquele unicamente
que detém o Poder de dar ao homem a fé de que ele necessita para
enfrentar os desafios. Com JESUS conseguiremos atravessar qualquer mar revolto.
Porque DEUS é o nosso El-Shaddai, o grande Jeovah Rafá, O que
acalma a tempestade ou abre o mar para que sejamos mais que vencedores. Que
sejamos abençoados nessa palavra!!
FERNANDO CÉSAR
– Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião:
mude de vida!”, “Pódio da Graça” e “Antes
que a Luz do Sol escureça”. Também é líder
do Ministério Interdenominacional Recuperando Famílias para Cristo.
www.fernandocesar.com